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Renda. Uma técnica que se estende a muitas gerações.

Renda.

 “Olé, Mulher Rendeira, Olé mulhé renda.
Tu me ensina a fazer renda,
eu te ensino a namorá.”

Original das palavras, ortograficamente, tortas, porém com a mais singela pureza de um bom nordestino, essa música foi composta por Frederico Bezerra Maciel, o que muitas controversas apontam para Virgulino Ferreira da Silva (Lampião – 1921), na sua biografia. Entre outras versões, essa música viajou mundo a fora.

Certamente, eu já ouvir muitas e muitas vezes, quando criança. Aliás! Ouço até hoje. O que me lembra do árduo trabalho das rendeiras. Foi o que me levou a fazer esse post e homenageá-las.

Mas para chegar até elas, temos que falar da sua ferramenta e conteúdo de trabalho. A renda.

Renda de Bilros

Renda de Bilros

Tecido transparente de malha aberta, delicadamente fina, ele forma desenhos variados, plexos a fios de linho, algodão, viscose, náilon, elastano, seda ou até mesmo de ouro.
– OURO, Marcos!?
– Sim, jovem. Ouro mesmo!

E são produzidas de duas formas: a renda de bilros e a renda de agulha. Já, já, eu te explico.
Atualmente, ela é muito dominante no mercado com cores variadas, encontrado em lojas especializadas, nas ruas e em celebrações importantes por todo o mundo. Acredite!

Levando-se em conta, que a renda já atravessa séculos e por mais que seja impossível, o que não acredito, ela vem sempre sendo a fonte atrativa do público feminino.

Resultado de imagem para a renda de bilrosA renda de bilros, conforme sua produção, é por meio do manuseio de diversos fios, sendo que cada um é atado a um bilro. Normalmente manipulada com o apoio de uma almofada cheia de pó de serra ou a palha seca da bananeira. Provém da região de Flandres, na Bélgica, nos séculos XVIII e XIX, onde seus principais núcleos de produtores foram os Chantilly e Valencienses.
Já a renda de agulha, é feita através de laços produzidos com o fio, sendo que, uma ponta deve estar amarrada à agulha, enquanto a outra a um suporte. Pois nessa produção, os pontos alteram simplicidade e complexidade, gerando modelos ou imagens anteriormente fixadas.
Sua origem vem da Veneza, Itália e de alguns outros pontos de Alençon e Argentam, na França.


Mas curiosamente, contudo, podemos puxar um pouco mais para trás, essa parte oriunda da renda. Pois no século XVII, já se viam as rendas de uma forma limitada aos figurinos utilizados na corte e entre os membros do clero. Usualmente em fios de prata, seda e ouro. Veja um resumo do que disse e seu comportamento no mercado, atualmente:



A renda no Brasil.

As primeiras rendeiras, aqui no Brasil, surgiram no Nordeste. Na época, elas trabalhavam muito confeccionando com o linho. Um trabalho “puxado” de se ver, porém com muita paixão e satisfação.

Esse ofício, foi passado de mãe para filhas e netas, onde as rendas passaram a serem exercitadas com outras matérias-primas (algodão, seda, náilon, etc.), até as gerações atuais. Digamos assim. Mas sempre com dedicação e muita cantoria. Veja:



Porém essa nova técnica, desvalorizou a renda, devido aos materiais serem de menor custo. O que também distanciou um pouco da classe elitista. Então por boa parte do século XX, a renda se limitou a pequenos detalhes de roupas íntimas, trajes de noivas, entre outros.

Por outro lado, também, a tecnologia começou a entrar na campanha de produção da renda. O que de fato, diminuiria a tradição manual, produzida pelas rendeiras. Ficou difícil, porém nunca impossível. Pois a forma tradicional de se fazer a renda, também evoluiu e voltou ao seu devido lugar, atraindo a clientela no mundo.

Assim deixo para você mais um vídeo, enfatizando essa linda técnica. E te dando a certeza, que quando falo de algum assunto do Nordeste, eu fico embevecido com a força e a alegria, que esse povo maravilhoso tem diante das adversidades. Eu já disse isso aqui no blog. Veja:



Eu espero que você tenha gostado do post. Curta, compartilhe, comente trazendo suas experiências sobre o assunto abordado, traga seus amigos para visitar o blog. Tem muitos assuntos legais. Valeu!?
Um grande abraço. Sempre!

 

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Oriundo de Salvador-Ba. Amante da arte, tecnologia e design. Autor do Blog 3Dmalz.com e do canal 3dmalz no Youtube, onde compartilha e aprende muito com os visitantes, amigos e seguidores. "Nada é impossível desde quando você tente mudar e persevere". Essa é a sua humilde frase que usa de inspiração para atingir seus objetivos.

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