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Edward Sheriff e suas lendárias fotos de um povo desconhecido.

Edward Sheriff

Princesa Angeline ( Duwamish ) em um 1896 fotogravura por Edward Sheriff

Falar da cultura de um povo, suas tradições, seus costumes, a religião, a política, a culinárias… promove de quem pesquisa, uma boa injeção de ânimo, para atingir o que realmente quer. É aquela história! Tudo que acontece, sempre existe uma pessoa por trás do evento. E não é fácil.
Fotógrafo e etnólogo Edward Sheriff, conhecido por outras pessoas como Edward Sheriff Curtis ou convocado de Edward Curtis, fez seu belo trabalho focado no oeste americano. E os nativos eram o seu ponto chave (seu objetivo).
Curtis nasceu numa fazenda em Wisconsin (EUA) no ano de 1868, filho do ministro, fazendeiro e veterano de guerra “Johson Curtis” e Ellen Sheriff.
Começou a carreira ainda cedo, onde em 1874 recém morador de Minnesota, saiu da escola na sexta série e logo construiu sua própria câmera.
Já em 1885, aos 17 anos, tornou-se aprendiz de fotógrafo e com o passar de dois anos, comprou sua nova câmera. Daí então, tornou-se parceiro de Rasmus Rothi em um estúdio fotográfico existente. Pagou 150 dólares por sua participação de 50% no estúdio. Após cerca de seis meses, ele deixou Rothi e formou uma nova parceria com Thomas Guptill, onde assim estabeleceram um novo estúdio, Curtis e Guptill, fotógrafos e Photoengravers (Fotogravadores).
O seu primeiro retrato de um nativo americano foi em 1895. Ele fotografou a princesa Angeline, também conhecida como Kickisomlo (a filha do Chefe Sealth de Seattle). Além disso, com muito esforço, três imagens de Curtis foram escolhidas para uma exposição patrocinada pela Sociedade Fotográfica Nacional. Sendo que duas imagens eram da princesa Angeline, a “The Mussel Gatherer” e “The Clam Digger”. A outra imagem era de Puget Sound, intitulado “Homeward”, que foi premiado com o grande prêmio exposição e uma medalha de ouro. Veja, clicando na imagem para ampliar:



Por muitas tentativas, para dar um rumo bem-sucedido na sua vida profissional, isso por volta de 1899 a 1906, Edward Sherrif Curtis, usou umas câmeras de cinema no trabalho de campo para o índio norte-americano. Ele trabalhou extensivamente com o etnógrafo e nativos British Columbia caça de George em 1910, que inspirou seu trabalho com o Kwakiutl , mas muito de sua colaboração permanece inédito.

No final de 1912, Curtis decidiu criar um filme que descreve a vida dos nativos americanos, em parte como uma forma de melhorar a sua situação financeira, porque a tecnologia de película tinha melhorado, ou seja, dava para fazer filmes de tela com maior duração. Curtis escolheu a tribo Kwakiutl, do Queen Charlotte Strait região do Central Coast of British Columbia , Canadá , para seu assunto. Seu filme, “In the land of the headhunters” (Na terra dos caçadores de cabeças) , foi o primeiro filme de longa-metragem cujo elenco era composto inteiramente de nativos norte-americanos.

Vamos ver essa passagem? Por favor, ative a legenda para assistir e entender melhor, caso necessário. Desde já agradeço:



Com tantos altos e baixos, já com família e tudo, em 1928, desesperado por dinheiro, Curtis vendeu os direitos para seu projeto de JP Morgan, Jr . O volume de encerramento do índio norte-americano foi publicado em 1930. No total, cerca de 280 conjuntos foram vendidos.

Resultado de imagem para Edward Sheriff Curtis princesa angelineEntão em 1935, a propriedade Morgan vendeu os direitos ao índio norte-americano e material inédito restante para Charles E. Lauriat Company em Boston por 1.000 dólares, mais um percentual de quaisquer royalties futuros. Isto incluiu 19 conjuntos encadernados completos do índio norte-americano, milhares de cópias individuais de papel, as chapas de impressão de cobre, as páginas impressas não ligados, e os negativos de placas de vidro originais. Lauriat amarrou as restantes páginas soltas impressas e as vendeu com os conjuntos completos. O restante do material permaneceu intocado no porão Lauriat em Boston, até que foram redescobertos em 1972.

Ah! Antes dessa descoberta e de encerrar, em 19 de outubro de 1952, aos 84 anos, Edward S. Curtis morreu de um ataque cardíaco em Los Angeles, Califórnia , na casa de sua filha Beth. Ele foi enterrado no Forest Lawn Memorial Park em Glendale, Califórnia . Um breve obituário apareceu no The New York Times em 20 de outubro de 1952, que dizia:

“Edward Curtis, autoridade internacionalmente conhecida sobre a história do índio norte-americano, morreu hoje na casa de uma filha, a Sra. Beth Magnuson. Sua idade era 84 anos. O Sr. Edward Sheriff Curtis dedicou sua vida a compilar a história indiana. Sua pesquisa foi realizada sob o patrocínio do falecido financeiro, J. Pierpont Morgan . O prefácio para o conjunto monumental de livros Curtis foi escrito pelo presidente Theodore Roosevelt . O Sr. Curtis foi também amplamente conhecido como um fotógrafo”.Resultado de imagem para Edward Sheriff Curtis princesa angeline

Concluindo como citei no início desse post, se você acredita que das coisas mais simples, podem transformar-se em grandes eventos e assim deixar um legado, saiba então, que daqui a mais cem anos, você será ou não lembrado e ou mais! Surgirá uma nova mente brilhante e famosa inspirada na sua biografia. Porém se você não acredita no que falo, eu te pergunto então: Por que temos que saber do passado para sermos alguém no futuro? Pense com carinho!

Pois é jovem! Adorei falar um pouco dessa lenda na fotografia. E espero que você tenha entendido e gostado desse humilde post. Agradeço desde já. Curta, comente, compartilhe. A vida é muito importante e vivemos do conhecimento. Valeu!?
Um grande abraço. Sempre!

Veja aqui mais fotos de Edward Sherrif Curtis e clique no link  https://edwardscurtis.com/ para acessar o seu site.

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Oriundo de Salvador-Ba. Amante da arte, tecnologia e design. Autor do Blog 3Dmalz.com e do canal 3dmalz no Youtube, onde compartilha e aprende muito com os visitantes, amigos e seguidores. "Nada é impossível desde quando você tente mudar e persevere". Essa é a sua humilde frase que usa de inspiração para atingir seus objetivos.

14 thoughts on “Edward Sheriff e suas lendárias fotos de um povo desconhecido.”

  1. Marcos Ferrão comenta:

    Muito obrigado Marlene Aurichio, por ter curtido o post. Um grande abraço. Sempre!

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