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Carros Alegóricos a lápis e tintas. Falta alguma coisa?

Carros Alegóricos

Como é fantástico o nosso Carnaval. E particularmente, não tem igual. Falamos de vários lugares desse imenso Brasil, que majestoso seja, abraça e encanta todos aqueles que o admira.

Brasil esse, que tem samba no pé e variadas cortesias para dar, certamente você já sentiu o fervor do que significa isso.
Com tantas coisas legais que acontecem na maior festa do nosso país, eu sempre me perguntei como são preparadas as fantasias, todo conceito, a execução e finalização, tudo que está envolvido na apresentação… acho que você também já pensou nisso. Creio!

Para mim e como muitos tentam entender, um dos exemplos que abusa da beleza e da magnitude festiva, são os carros alegóricos. O Carnaval é lindo. E com eles… tudo fica maravilhoso.

Para entendermos o porquê disso tudo, temos que voltar a passos largos, para mais de 4 mil anos antes de Cristo, onde as festas eram promovidas pelo Antigo Egito.

Naquela época, as festas de culto a Ísis eram a “fonte de atração” para as grandes cortes e seus servos que os adoravam como seu Deus. Pois elas eram feitas para agradecer às grandes safras, já que naquela época era força mercantil para todos.

Numa passagem interessante, nesse contexto que pesquisei, foi que… com o advento da Era Cristã, a Igreja começou a tentar conter os excessos do povo nestas festas pagãs. Uma solução foi a inclusão do período momesco no calendário religioso. Isso, antecedendo a Quaresma, o Carnaval ficou sendo uma festa que termina em expiação na quarta-feira de cinzas. Contudo, os cristãos costumavam iniciar as comemorações do Carnaval na época de Natal, Ano Novo e festa de Reis. Mas estas se acentuavam no período que antecedia a “Terça-feira Gorda”, que assim foi chamada, devido ser o último dia em que os cristãos comiam carne antes do jejum da quaresma, no qual também havia, tradicionalmente, a abstinência de sexo e até mesmo das diversões, como circo, teatro ou festas.

Super resumindo o assunto, o Carnaval chegou no Brasil já no período colonial e teve força progressista comercial no século XX, até ser o que atualmente ele é. Esse espetáculo festivo, folclórico cultural.

– Mas Marcos. Os carros alegóricos, não vieram inicialmente no Carnaval, aqui no Brasil?

Estrutura dos carros alegóricos.

Estrutura dos carros alegóricos.

De fato, sim. Pois o carnaval para chegar até o que é hoje, passou por intensas transformações. Então no meado do século XIX, sugiram os carros alegóricos, porém oriundo da Europa devido as festas daquela época, onde um dos principais rituais de Carnaval foi o entrudo, uma palavra que vem do latim e significa início, começo, a abertura da Quaresma. Essas variações se dar origem ao nosso Carnaval de hoje.
Então jovem, no século XX, com essa chegada do Carnaval ao Brasil, já havia pessoas que enfeitavam seus próprios carros para desfilar nas ruas, unindo toda a harmonia das músicas, expressando alegria para outras pessoas, que os acompanhavam.

E daquele momento para cá, foi aumentando a procura por aquele evento festivo, que começou a se organizarem, surgindo assim as escolas de samba, oriundo do samba moderno (Iniciais de Ismael Silva e do grupo de sambistas do Estácio, bairro da zona central da cidade do Rio de Janeiro). Pois, com um tempo, foram surgindo novas escolas de samba, dando assim a necessária ideia de se criar um campeonato. Nasce A liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Período entre 1928-1929).

Para tantos os envolvidos e também foliões, o dever de deixar os seus carros alegóricos mais atraentes, seria um feito impecável de um trabalho talentoso e muito bem executado, resultando na premiação de melhor escola de samba do ano. Mas isso não é fácil nem de longe. Existem processos minuciosos para a conclusão desses carros alegóricos e, contudo, a excelente apresentação no desfile envolvendo certas categorias como o samba enredo, fantasia, bateria, harmonia, conjunto, alegoria e adereços, entre outras. O que serão requisitos fundamentais na apuração.

Como tudo começa no papel, as arquiteturas dos carros alegóricos são esboçadas e finalizadas, se preciso esculpidas para maquetes, para então serem construídas.

Terminando essa etapa, a mão na massa começa. Os carros são feitos, geralmente, com a carcaça de um caminhão ou ônibus para a base da alegoria. São também adaptadas suspensões para suportar todo o peso que vai por cima dela, sendo as alegorias e as pessoas. Para ficarem mais atraentes, são expandidos nas laterais, para dar a impressão de grandeza. Tornando assim mais espaçoso e belo, dependendo da alegoria empregada.

Daí, entra a arte. São feitas e colocadas estruturas em madeiras e logo em seguida, os isopores onde os profissionais envolvidos na arte do conjunto, esculpem as peças de alegorias para dar vida ao carro. Hoje, já tem escolas de samba que usam a fibra de vidro também.

Continuando a parte artística, entram as pinturas, enfeites em tecidos, lantejoulas, plumas e paetês, deixando os carros com outra cara. Deixando-os mais esplêndidos.

Mas também… não devemos esquecer da tecnologia, que para mim, é a cereja que vai em cima do bolo. Entra nisso as luzes e a pirotecnia baseada em programas (Computadores de bordos colocados nos carros alegóricos). Pura tecnologia.

E assim sai um carro alegórico, para desfilar no grande Sambódromo da Marquês de Sapucaí, de 1984. Seria muito legal, se tudo fosse construído num simples toque de varinha de condão (risos). Mas não é bem assim. Pois o Carnaval termina e as escolas de samba já entram para os novos conceitos do próximo desfile, que será realizada no ano seguinte. Como disse, o trabalho ardo. E um ano é pouco. Por isso não podem perder um dia, uma hora, um minuto e segundos sem idealizar.

Carros Alegóricos:



Mais um ponto curioso que não quero deixar passar nesse post, é que a Deixa Falar, considerada por alguns pesquisadores do samba como apenas um bloco, foi de fato a primeira escola de samba do Brasil, fundada em 18 de agosto de 1928, por Ismael Silva, Nilton Basto, Silvio Fernandes, Osvaldo Vasques, Edgar, Julinho, Aurélio, entre outros. Suas cores oficiais eram o vermelho e o branco. Desfilando pela primeira vez em 1929.

Estação Primeira de Mangueira, foi a primeira a levar o título de melhor escola do ano em 1932. Clique aqui para ver as outras e quem tem mais títulos.

Agora você já sabe como surgiu os carros alegóricos e um pouco mais. Assim você já vai ter assunto para discutir com seus amigos. Curta, compartilhe e comente o post. Seu comentário é importante para todos do blog. Valeu!? Um grande abraço. Sempre!

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Oriundo de Salvador-Ba. Amante da arte, tecnologia e design. Autor do Blog 3Dmalz.com e do canal 3dmalz no Youtube, onde compartilha e aprende muito com os visitantes, amigos e seguidores. "Nada é impossível desde quando você tente mudar e persevere". Essa é a sua humilde frase que usa de inspiração para atingir seus objetivos.

2 thoughts on “Carros Alegóricos a lápis e tintas. Falta alguma coisa?”

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